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Revista de Investigación y
Creación artística
Extraordinario 6
Febrero 2026
Investigación
ISSN: 2659-7721
Como vejo este lugar?
Este artigo propõe apresentar o processo (e alguns resultados) do Encontro de escrita
textual e visual entre as autoras, e simultâneamente entre duas apresentações no
MUSAA_2025_Congreso Internacional A/r/tográfico de Educación en Artes Plásticas Visuales
y Audiovisualesn, Patrimonio, Bienestar y Diversidad 2025, abrangidas no Eixo 2 A/r/tografía
en Educación Plástica, Visual y Audiovisual, nomeadamente:
- Práticas co-autorais como propostas de investigação em educação artística (apresentação oral e
visual)
- Ensaio cardográfico entre movimentos e lugares que dialogam (poster com intervenção dos
participantes do congresso)
As autoras assumem esta narrativa como uma reflexão artográfica interrogativa, que
convida o leitor a um encontro com as palavras-chave, na intenção de mapear linhas de ação e
escolha, como práticas colaborativas de encontro. Assim definidas como educação artística,
jogo, cardografia, encontro, todas elas como proposta de entender a possibilidade de que um
workshop de investigação possa ser um processo de construção de conhecimento científico em
co-autoria. Tomou sentido a preposição de explorar novas formas de comunicar a investigação?
- Como uma cor pode representar a interseção entre o impossível e o possível, ou entre o
controle e a liberdade no processo criativo? (...) Deixando acontecer ou, por vezes, de forma
rápida, respondendo a um ímpeto de uma urgência de fazer para ficar a contemplar a escutar a
observar os outros. Sugere-se um diálogo participativo que convoque criações em co-autoria?
(MUSSA_25, resumo).
Apresentamos as reflexões dos acontecimentos dialógicos que aconteceram no momento da
apresentação, seguindo para a intervenção nos posters e posteriormente com a visita guiada,
bem como de outras apresentações que se encadearam neste movimento de escrita. Uma re-
escrita do que consideramos a urgência de uma imersão presencial na investigação, tendo em
conta a necessidade de uma presença (em todos os sentidos) e de se construir “como se cada um
confiasse ao outro a continuação do próprio pensamento, desafiando uma inventividade do
conhecimento, num inquérito rizomático”.
Como explorar novas formas de comunicar a investigação?
A diversidade de metodologias e abordagens artísticas, apresentam ao investigador um
vasto território que atravessa várias áreas do conhecimento. Torna-se uma perspetiva viva e
interessante para o entendimento e validação da experiência como conhecimento. (Baron,
Eisner, Hernandez). Concordando com Viadel (2019), as artes não são tema de investigação nas
perspectivas metodológicas tanto quantitativas, como qualitativas, pois não reconhecem as artes
como metodologia de investigação. “Talvez assim, assumindo uma forma metainvestigativa, por
intermédio de uma escrita mais criativa e inventiva, pudéssemos, simultaneamente, dar relevo a
uma das artes – as artes literárias – que, sendo verbais, costumam, devido à sua natureza